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Sobre

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu insatisfeito com o próprio corpo e imagem. Quem nunca se olhou no espelho e não gostou do que viu. É algo que pode ser encarado como normal até o ponto que passa a atrapalhar atividades do dia a dia.

 

A busca pelo corpo considerado ideal, que segue os padrões de beleza socialmente aceitos e valorizados, tem consequências para além do que é visível e palpável. A pressão estética traz baixa autoestima, insegurança, frustrações e descontentamento com o próprio corpo. 

O projeto experimental Reflexos surge para mostrar como esta pressão social, acompanhada da supervalorização da beleza exterior, pode afetar as pessoas, já que os padrões de beleza acabam sendo inconscientemente internalizados por basicamente todo mundo que vive em sociedade. Justamente por ser algo tão rotineiro, as pessoas não percebem quão prejudicial e incapacitante estas pressões podem ser. 

 

Além disso, este projeto serve para entender como os aspectos culturais, psicológicos, sociais e históricos interferem na percepção que as pessoas possuem acerca de seus próprios corpos e o que elas fazem para moldá-los. Se você passa a vida toda ouvindo, lendo e vendo que o seu corpo é feio e anormal, que seu cabelo é inadequado, ou que seu nariz é estranho, isso leva a consequências óbvias para a imagem que você tem de si mesmo. Consequentemente, pode interferir na saúde mental também. 

 

Ao ouvir diversas pessoas que, em algum momento da vida, sofreram por não se encaixar nos padrões de beleza, foi possível descobrir que a insatisfação corporal é mais comum do que se imagina. O lado positivo foi perceber que a maioria já enxerga estas cobranças com outros olhos hoje em dia.

 

A possibilidade de contar a história de quem se libertou das imposições estéticas e consegue transmitir a ideia a outras pessoas, com a ajuda da Internet, indica que gostar de si mesmo é quase como se fosse um ato político e um desafio constante, mas que é possível de se alcançar.

Projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizado sob orientação da professora Adriana Santana.

                                            Denise Resende

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